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Mostrando postagens de fevereiro, 2026
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A Escala Humana como Critério Econômico em Small Is Beautiful Filosofia e Metafísica da Economia "Uma economia que ignora as necessidades espirituais da humanidade é uma economia que caminha para o  colapso total ." "A função do trabalho deve ser, no mínimo, tripla: dar ao homem a chance de utilizar e desenvolver suas faculdades; permitir que ele supere seu egocentrismo ao unir-se a outros em uma tarefa comum; e produzir os bens e serviços necessários para uma existência digna." Ao examinar Small Is Beautiful , percebe-se que E. F. Schumacher elabora uma crítica que ultrapassa a técnica econômica e alcança o plano filosófico e espiritual da civilização industrial. Sua análise parte da constatação de que a economia moderna opera a partir de uma “falta de fundamentos metafísicos”, isto é, de uma ausência de princípios superiores capazes de orientar o uso da técnica e a organização da produção. Para Schumacher, nenhuma atividade humana é neutra em relação a valores. Qu...
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O Medo como Princípio: Bernanos e a Covardia das Elites Modernas                                                          "A ordem, tal como eles a concebem, é uma ordem sem justiça." "O mundo moderno é uma conspiração contra toda espécie de vida interior." "A forma mais alta da esperança é o desespero superado." "A burguesia não tem ideologia, ela tem apenas interesses." A Figura de Edouard Drumont e o Contexto Histórico Em La Grande Peur des bien-pensants , Georges Bernanos desenvolve uma reflexão histórica e moral que toma a figura de Édouard Drumont como fio condutor para compreender a decomposição espiritual da França republicana do final do século XIX. A admiração que Bernanos manifesta por Drumont, apesar do caráter profundamente polêmico de La France Juive , exige ser compreendida fora de categorias simplificadoras ou de julgamentos ret...
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Viver depois da própria morte: identidade e negação em Il fu Mattia Pascal                                                               "Uma das poucas coisas, senão a única, que eu sabia de certo era esta: que me chamava Mattia Pascal. E disso me aproveitava. Às vezes, porém, encontrando-me a sós, fechado no meu quarto, de repente, como se fosse a primeira vez, me espantava desse meu nome e pensava: — Mattia Pascal? E quem é? Sou eu. E quem sou eu? — Respirava. Respirava? E quem respira? — E via o meu peito inchar e desinchar. — Um sopro, pois, que tem um nome: Mattia Pascal." A liberdade ilusória Ao examinar Il fu Mattia Pascal , torna-se inevitável encarar a força quase invisível com que as aparências e as convenções sociais moldam, limitam e definem os indivíduos, impondo-lhes papéis previamente determinados e exigindo fidelidade...